Casa de Dharma - Centro de meditação budista Theravada

Grupos de meditação

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Horários dos grupos regulares de meditação da Casa de Dharma:

aos sábados – 15h às 17h

às quartas-feiras – 19h45 às 22h

Obs: Os que vêm pela primeira vez para a prática da meditação devem chegar com 15 minutos de antecedência do horário estipulado, para instruções e conversas preliminares.

Ao visitar a Casa de Dharma e/ou participar dos grupos de meditação, por favor, escolha roupas discretas, abrindo mão de usar shorts, regatas, roupas justas, curtas, transparentes ou decotadas. Desta forma, mantemos um ambiente adequado ao convívio com a Sangha monástica e com os demais praticantes.

 

A meditação no dia a dia (texto de apoio)
A meditação não deve ser um escapismo para lugares fantasiosos, nem a procura de estados alterados de consciência, como os provocados por drogas e outros estimulantes, ou a busca de poderes mentais. Ilusões desse tipo são obstáculos ao desenvolvimento espiritual.

A meditação é um instrumento para que, adestrando a mente a ver com clareza as coisas fenomênicas, possamos discernir as ações, pensamentos e falas que são propícios ao caminho espiritual e os que perpetuam os problemas e apegos ao mundo samsárico.

Observemos as reações da mente ao sofrimento, doença, prazer, a natureza dos desejos e suas consequências. Vejamos nosso descontentamento, rejeitando o que nos desgosta, querendo o que não temos, sendo inábeis em conservar o que de bom conquistamos.

Observemos as verdadeiras raízes de nossa insatisfação, de que nada nos pertence nesta efêmera Roda da Existência de nascer e morrer, Samsara. Nada é “eu” nem “meu”, são apenas experiências que passam pela mente. Com isso, a mente reluz pacífica e duradouramente em sua verdadeira natureza de claridade e frescor.

A vida pode ser vivida, não no passado que se foi nem no futuro que não chegou, mas no presente, aqui e agora. Vivemos cada transitoriedade de nosso dia a dia com arte, sabedoria atenta e desapego, cultivando a compaixão e o bem-querer irradiante, metta, para com todos os seres, a começar por nós mesmos, nossos amigos e parentes, aqueles que nos são indiferentes e nossos inimigos. Porque todos somos prisioneiros e carcereiros na prisão da ilusão e do desejo de permanecer usufruindo das experiências da vida condicionada, o desejo de existir.

Lembremos que nossa prática espiritual caminha junto com a observância dos preceitos éticos (sila) preconizados pelo Budismo:

 Evitar causar danos aos outros seres viventes.

Evitar tomar ou desejar possuir o que não nos foi dado.

Evitar o uso incorreto dos sentidos, inclusive da sexualidade.

Evitar as falas indevidas (mentiras, maledicências).

Evitar o uso de drogas e outros intoxicantes que anuviam a mente.

Bhante Henepola Gunaratana